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terça-feira, 7 de julho de 2026

Carta sobre a Copa do Mundo II

 Sete de julho de dois mil e vinte e sete.


Oi filho,

Estou lhe escrevendo em meio a Copa do Mundo. Tem sido uma copa bem legal por poder viver ela com você, que já acompanha os jogos, os jogadores e tudo o que acontece.

Pra mim, a parte mais legal da Copa é que assistimos aos jogos em família na casa da vovó Cida. No fim, mais do que o jogo em si, foi um motivo a mais para estarmos juntos, conversando, brincando, festejando os gols e compartilhando comilanças (risos). 

 Infelizmente a esta altura o Brasil já foi eliminado nas oitavas de final para a Noruega com dois gols do Haland. Menos mal que você não ficou tão triste com a eliminação. 

Daqui há quatro anos espero viver tudo isso novamente com vocês.

Te amo,

Pai. 



terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Carta sobre o dia das crianças II

Cinco de dezembro de dois mil e vinte e três.


Oi filho,

Contando que o dia das crianças é em doze de outubro, essa carta até que não está muito atrasada! (risos). Esse ano estamos tendo bastante feriados (ainda bem). O dia das crianças foi um deles, mas, eles estão sendo bem caseiros, pois o trabalho da mamãe na Quíquina não permite que a gente passe mais do que uma noite fora de casa.

Não tem problema, não é pra sempre essa rotina e ela tem seus lados bons.  O principal é passar mais tempo com você em casa. Afinal, a construção da casa foi algo que sonhamos muito e que ficou bem do jeito que sonhamos. 

Na escola a gente fez o cabelo Maluco com gel e spray e sua fantasia foi de dinossauro. Na manhã do dia das Crianças sua mãe estava trabalhando, então nós tomamos café juntos com cesta que você ganhou da escolinha. 

No feriadão do dia das Crianças o tempo não estava muito bom, então, o que fizemos de diferente foi passear no shopping. Você ganhou um boneco de Herói e presentes do Dindo, da Maica e das vovós. O nosso presente maior foi a bicleta do Homem Aranha, mas como você já vinha pendido a algum tempo a gente acabou montando ela mais de um mês antes (risos).

No shopping ultimamente, além de brincar no parquinho, você tem gostado de andar com os carrinhos elétricos, principalmente o caminhão. Também brincamos na piscina de bolinhas gigante, que foi muito divertido. Enfim, foi um momento ótimo em família. 

Eu te amo,

Pai.










Carta sobre a festa de aniversário

 Cinco de dezembro de dois mil e vinte e três.


Oi filho, 

Falta um mês para o seu aniversário de três anos e agora que vou escrever a carta sobre o seu aniversário de dois. Isso porque essa semana finalmente as coisas se acalmaram nas escolas e nós estamos com algum tempo livre.

A sua festa foi do Super Mário, nós fizemos no clube, tínhamos reservado um quiosque, mas, quando chegamos lá ele estava sendo usado. Bateu um pouco de desespero, fomos falar com o Alemão e ele conseguiu outro quiosque pra gente. Ele acabou se complicando porque aquele também estava reservado pra outra pessoa, mas eles não se prejudicaram, pois puderam usar o salão. 

A decoração ficou muito bonita! Nós também compramos alguns itens como copos, guardanapos e bolsinhas de brinde para combinar. Nós alugamos uma cama elástica, uma piscina de bolinhas e um cavalinho. Foi legal porque até os adultos brincaram. A vovó Rose brincou muito com você, o Théo e Sophia. Ah, também levei a televisão e o vídeo game para jogarmos Mário e outros jogos. Os amigos da mamãe gostaram e até marcaram uma noite de jogos na semana seguinte. 

Nós fizemos algumas comidas como o pão com patê e o cachorro quente. A vovó Rose fez a maionese no canudinho e o resto a gente comprou. Deu um trabalho, mas foi bem legal!

Até que é interessante escrever quase um ano depois porque da pra perceber as mudanças. No ano passado nós escolhemos o tema da sua festa, o local, a decoração, as comidas e brinquedos. Nesse ano, por exemplo, você quem escolheu o tema e já sabemos que temos que fazer e encomendar menos comida e brinquedos diferentes, pois agora você manifesta muito mais os teus gostos e interesses. 

Eu te amo.

Pai.



































quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Carta sobre o segundo jogo do Flamengo

Vinte e quatro de agosto de dois mil e vinte e três. 

Oi filho,


Faz alguns meses que não te escrevo nada, não é por falta de vontade ou assunto, mas por falta de tempo. Decidi que vou tirar pelo menos um ou dois momentos ao mês para te escrever, pois estou com alguns textos atrasados, que vão ficar estranhos na cronologia, mas vou escrever mesmo assim.

Este aqui, por exemplo, é a carta sobre o segundo jogo do Mengão no estádio e estou escrevendo ela antes da carta sobre o primeiro jogo. 

Neste segundo jogo enfrentamos o Coritiba, de novo na cidade de Curitiba. Confesso que este jogo não foi tão emocionante quanto o outro, pois já é meu terceiro este ano e acabei "acostumando" a ver nosso time. Mas, esse com certeza foi especial por outros motivos.

Em primeiro lugar porque foi a primeira vez a família toda foi ao jogo: o vovô Cézar a vovó Cida, o dindo, a dinda, a Maica, mamãe, você e eu. Vou contar como foi...

Eu estava um pouco ansioso, pois nunca tinha viajado assim em dois carros, com tanta gente, então deixei o máximo de coisas preparadas na noite anterior. Na manhã do jogo, acordei antes do despertador, quase duas horas antes do horário marcado. A mamãe e eu terminamos de arrumar as coisas, te acordamos, tomamos café e conseguimos sair sem atrasos. 

A vovó Cida foi com a gente e os dindos, o vovô e a Maica foram no outro carro. Tanto na ida, quanto na volta fomos juntos, um atrás do outro sempre. Paramos em um posto na ida e na volta para tomar café. Na ida encontramos um pessoal da torcida e isso me empolgou porque começava ali o clima do jogo. 

Quando chegamos em Curitiba, fomos primeiro no parque Tangua, em que passeamos e tiramos muitas fotos. Todo mundo gostou do passeio e da vista, vou deixar algumas fotos pra você ver. Depois almoçamos ali perto, num lugar bem legal, com parquinho, mas com poucas opções de comida.

Depois do almoço fomos para o estádio, mas deixamos o carro do lado contrário, então, tivemos que caminhar um pouco, passando pela torcida deles. Apesar de ninguém estar com a camisa do Mengão, passar por uma multidão do outro time sempre da medo.

Quando chegamos na parte do Mengão a fila estava enorme, esperamos mais de meia hora pra entrar, a maior parte do tempo com você dormindo no colo. Apesar de ter três anéis, só conseguimos lugar no terceiro. O estádio é antigo, mas bem legal. 

Começamos o jogo perdendo com um gol de pênalti, mas logo o Gabigol empatou também de pênalti e depois o Arrasca virou com um cruzamento do Bruno Henrique. Jogamos bem o primeiro tempo, nas no segundo tomamos um gol logo no início e isso desnorteou o time. Já estávamos ficando sem paciência quando o Gerson acertou um chute e fez um golaço faltando três minutos pra acabar o jogo.

No fim, saímos felizes e com medo, pois a torcida deles poderia ficar revoltada com o resultado. Menos mal que não aconteceu nada e conseguimos voltar tranquilamente para casa. Foi um dia memóravel.

Eu te amo,

Pai.





















terça-feira, 16 de maio de 2023

Carta sobre as mudanças (não sei mais qual o número)

Dezesseis de maio de dois mil e vinte e três.


Oi filho,

Eu sempre estranhei a palavra e o sentimento de "orgulho". Quase sempre penso que o que eu faço tem mais relação com sorte, ou mesmo com a simples obrigação de fazer. Acho que aprendi o significado dessa palavra com você. Cada vez que percebemos algo novo nas suas habilidades eu sinto orgulho e fico impressionado com sua inteligência e capacidade. Talvez essa seja uma das partes boas de ser pai ou mãe. A despeito de toda a dedicação, cada novo passo nos enche de orgulho, então, participar de tudo isso é ter o privilégio de estar ali para se orgulhar. 

Nos últimos meses tem algumas mudanças que eu quero destacar. A primeira é sobre o sono. A sua mãe sempre lhe faz dormir lá pelas nove da noite e lhe coloca no berço. Mas, há algum tempo você resolveu tentar escalar e pular o berço. Duas noites seguidas acordamos com o estrondo no seu quarto, ouvido pela babá eletrônica de você se jogando da cama para ir para o nosso quarto. Pensando nisso nós tiramos as grades e pernas do berço para você poder se levantar e não cair. A partir de então você acorda em algum momento da noite, levanta, abre sua porta e fecha. Depois abre nossa porta e entra no quarto pra dormir o resto da noite conosco. Os próximos passos serão desligar o seu ventilador  e subir na cama. Eu conto quando acontecer. 

Tem outra mudança que tem me afetado diretamente, aliás, não sei s estou pronto pra ela. Desde um mês de vida nós tomamos banho juntos, em quase todas as vezes lhe dei banho no colo. É algo próximo de oitocentos banhos! Nos últimos dias você tem pedido pra tomar banho no chão. Confesso que ainda não estou preparado para isso, aqueles minutos de colo são um momento só nosso. Às vezes é tenso, tu não gosta de lavar o cabelo e chora, mas é uma conexão de pele que provavelmente nós não teremos mais. 

E a última mudança, essa também tem nos impressionado e feito sentir saudades, é sobre as palavras. Nós sempre procuramos te ensinar as palavras corretamente, mas algumas você aprendeu conforme a sua capacidade linguística da idade e agora tem mudado. Vou colocar algumas aqui pra lembrarmos no futuro: 

Palavras que bem que tu poderia continuar falando:

Lala - Maria Clara
Chiipi - Felipe
Tadoi - computador
Buique - Bruno Henrique
Tchámo - Te amo
Boti - boa noite
Papaiéu - papai noel
Xuvetxi - sorvete
Xéja - cezar (vovo)

Nunca é demais lembrar que nós te amamos e somos privilegiados em viver suas mudanças.

Te amamos,

Pai e mãe.

segunda-feira, 13 de março de 2023

Carta sobre o título

 Treze de março de dois mil e vinte e três.


Oi filho,

Há duas semanas atrás eu apresentei a minha tese de doutorado. Agora eu sou "doutor". Nem gosto dessa palavra, desse título. Meus objetivos ao fazer esse curso eram primeiro chegar o mais longe possível na minha carreira de professor, já que o mundo e a vida e a nossa família conspiraram para que eu tivesse a chance de estudar mesmo depois de adulto, casado e pai. Com isso tenho a chance de trabalhar no ensino superior, mas por enquanto eu não quero. Estou satisfeito com as escolas. Ah, também vou melhorar um pouco o salário nas redes públicas. Então o esforço valeu a pena.

Mas, a melhor parte, sem dúvidas, é poder chegar em casa a noite e saber que poderei brincar contigo, sair em família para assistir algum jogo, lanchar ou fazer alguma outra coisa sem se preocupar em estudar, escrever e produzir. Ou seja, no fim do dia chega a melhor parte do dia, a hora de ficar em família. 

A apresentação foi dia 27 de fevereiro, uma segunda-feira pela manhã. Da nossa família estavam a mamãe, a vovó Cida e o vovô Cézar. Também alguns amigos. Pra uma segunda-feira de manhã achei que foi bastante gente. Eu estava nervoso desde o sábado a noite, durante o final de semana ensaiei algumas vezes e na manhã da apresentação acordei cedo e repassei mais uma vez. Levamos você para a escolinha, pois você não aguentaria ficar quatro horas parado em um auditório. No caminho ouvi algumas músicas pra me inspirar e passamos na frente da casa da bisa Cici, nessa hora me emocionei um pouco.

 Incrivelmente, durante a apresentação eu não fiquei nervoso. Gaguejei algumas vezes, mas no geral foi bem bom. Também não tive críticas duras ao trabalho o que me deixou bem feliz. Pra marcar a sua presença coloquei uma foto sua no último slide, nessa hora, minha voz embargou um pouco, pois é tudo por você e pela nossa família. 

Foi um dia importante, por isso resolvi te contar aqui.

Eu te amo,

Pai. 














Esse texto não é meu

Sete de dezembro de dois mil e vinte e dois. 

Esse texto não é meu, li em alguma rede social de uma amiga, mas gostei muito, então resolvi deixar registrado aqui pra ti:

"Li esses dias que piá, que a gente usa no sul para se referir aos meninos, vem do guarani "pyã" e significa coração. Usado habitualmente pelas mães para falarem de seus filhos. Algumas fontes, como o Dicionário de Palavras Brasileiras de Origem Indígena, dizem que guri, famoso no sul também, do tupi-guarani "guirii", significa terno, brando. E da Angola, do quimbundo, herdamos o mu'leke, aqui moleque, que significa filho pequeno. Piás, guris ou moleques, os nossos 'rebentos' - que vem da morfologia botânica e significa broto, o primeiro estágio da planta - são certamente nossos corações ternos e brandos."

Eu gosto de te chamar de neneco. Às vezes eu perguntamos: - O Bruno é neneco de quem? E tu responde quase sempre: - neneco do papai. Depois perguntamos: o Bruno é príncipe de quem? E tu responde: - "pispe" da mamãe.

Neneco, príncipe, periquito (às vezes eu te chamo também), piá, guri, muleque... você é nosso coração, nosso broto, nosso amor. Nunca se esqueça disso.

Te amamos.

Pai e mãe.



quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Carta sobre o aniversário II

 Cinco de janeiro de dois mil e vinte e dois.


Dois anos.

730 dias.

Pouco que parece muito ou muito que parece pouco? As duas coisas, eu acho.

Pra quem amamenta todas as noites (e dias), como é o caso da mamãe, são 730 noites (e dias). Pra quem toma banho juntos todos os dias, como é com você e papai, são mais de 700 banhos. Ao mesmo tempo, o papai esperou 31 anos por uma Libertadores e você menos de dois.

Em pouco mais de 700 dias você aprendeu a comer, sentar, se levantar, andar, correr, falar, brincar, ir para a escola, torcer e até a ajudar. É muita coisa pra tão pouco tempo!

Por ser uma data especial a gente para pra pensar e parece até que foi ontem, mas há dois anos a gente não conseguia nem imaginar que chegaria assim, num piscar de olhos (quem tem filhos vai entender). É engraçado porque são só dois anos e quase não conseguimos lembrar da vida antes de você.

Se é muito ou pouco, não importa. Ao fim e ao cabo 'o importante é nós aqui, juntos ano que vem'.

Obrigado por tudo, filho.

Nos te amamos.

sábado, 31 de dezembro de 2022

Carta sobre o ano novo II

 Trinta e um de dezembro de dois mil e vinte  e dois.

Oi filho,

Há dois anos atrás esperávamos por você, em meio a pandemia e com muitas dúvidas e receios. 

No ano passado festejávamos aqui na casa da praia o fato de lhe estar contigo há quase um ano e, apesar de não ter sido fácil e de termos errado muito, sobretudo eu, chegamos com saúde e fazendo o que era possível para seu bem-estar.

Neste ano tivemos duas grandes novidades: você começou na escolinha, que você adora, tanto a escola, quanto a diretora, as professoras e sabe o nome de todos e todas as coleguinhas.

A segunda novidade foi o trabalho de sua mãe na área da veterinária. Ela trabalhou o ano todo na clínica, passou perrengues, mas aprendeu muito e deu conta.

O papai seguiu lecionando e estudando. Daqui há alguns dias eu entrego a tese e posso dar meu ano como acabado.

A esta altura você já deve saber que eu não dou muita atenção pra essa coisa de ano novo, que é uma invenção e que as coisas não mudam de um dia para o outro, mas com muita dedicação e trabalho.

O próximo ano será de dedicação e trabalho. Vou estudar menos e trabalhar mais e pretendemos abrir a clínica da mamãe. Se tudo der certo será legal um dia voltar a este texto e relembrar estes planos.

Quanto a você é até difícil falar. Você mudou tanto! A fala está em pleno desenvolvimento, a parte motora também e está a cada dia mais inteligente, bonito e nos impressionando com as suas habilidades novas. 

A verdade é que eu só tenho a agradecer e parafrasear os racionais: o importante é nós aqui, junto ano que vem. 

Te amo.

Pai

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Carta sobre as sonecas

Dezenove de setembro de dois mil e vinte e dois.


Oi filho,

Estou aqui escrevendo essa cartinha e pensando que ela é mais pra mim do que pra você. Como você já sabe eu estou fazendo doutorado. Agora faltam mais ou menos seis meses para finalmente acabar. 

Pra conseguir tempo pra pesquisar e estudar eu diminuí minhas aulas na escola e tenho três tardes livres. Nestas tardes nesse ano você tem ficado com as vovós pra eu conseguir fazer as coisas do doutorado, mas, antes de te levar pra elas, quando eu te trago da escolinha, tu vai direito mamar enquanto eu almoço. Depois eu subo e geralmente você já dormiu, daí eu deito, ficamos nós três por um tempo, depois sua mãe sai para a clínica e ficamos nós dois por mais um menos uma hora dormindo. 

É muito bom tirar essa soneca com você. Às vezes eu acordo antes e fico só te olhando dormir. Em outras tu se mexe um pouco e acaba encostando seu rosto nas minhas costas. Eu adoro estes momentos, pois parecem muito com algo sobre amor, calma e aconchego, mesmo que você não saiba e apenas durma. 

Eu até colocaria fotos destes momentos, mas elas não ficam boas, pois dormimos no quarto escurinho, então, vai ficar sempre na minha memória mesmo. Até que é bom ter algumas coisas que fiquem só na memória.

Te amo muito,

Pai.

domingo, 7 de agosto de 2022

Ensaio de um ano

 Sete de agosto de dois mil e vinte e dois.


Oi filho,

Esta postagem não é uma carta, é só pra postar as fotos de seu ensaio de um ano, que a gente se enrolou com dinheiro e tempo e acabou fazendo só com um ano e meio. Mas as fotos ficaram muito legais, olha só: