Trinta e um de dezembro de dois mil e vinte e dois.
Oi filho,
Há dois anos atrás esperávamos por você, em meio a pandemia e com muitas dúvidas e receios.
No ano passado festejávamos aqui na casa da praia o fato de lhe estar contigo há quase um ano e, apesar de não ter sido fácil e de termos errado muito, sobretudo eu, chegamos com saúde e fazendo o que era possível para seu bem-estar.
Neste ano tivemos duas grandes novidades: você começou na escolinha, que você adora, tanto a escola, quanto a diretora, as professoras e sabe o nome de todos e todas as coleguinhas.
A segunda novidade foi o trabalho de sua mãe na área da veterinária. Ela trabalhou o ano todo na clínica, passou perrengues, mas aprendeu muito e deu conta.
O papai seguiu lecionando e estudando. Daqui há alguns dias eu entrego a tese e posso dar meu ano como acabado.
A esta altura você já deve saber que eu não dou muita atenção pra essa coisa de ano novo, que é uma invenção e que as coisas não mudam de um dia para o outro, mas com muita dedicação e trabalho.
O próximo ano será de dedicação e trabalho. Vou estudar menos e trabalhar mais e pretendemos abrir a clínica da mamãe. Se tudo der certo será legal um dia voltar a este texto e relembrar estes planos.
Quanto a você é até difícil falar. Você mudou tanto! A fala está em pleno desenvolvimento, a parte motora também e está a cada dia mais inteligente, bonito e nos impressionando com as suas habilidades novas.
A verdade é que eu só tenho a agradecer e parafrasear os racionais: o importante é nós aqui, junto ano que vem.
Te amo.
Pai
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