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quarta-feira, 11 de março de 2026

Carta sobre a primeira vez no Maraca

 Onze de março de dois mil e vinte e cinco.


Oi filho,

Estou com umas cinco ou seis cartas atrasadas para escrever para você e não gosto de pular a ordem, mas dessa vez vou ter que fazer isso porque o que fizemos no último final de semana foi épico, memorável, uma catarse.

Desde o ano passado você vem falando que na próxima vez que fôssemos ao Maracanã você iria junto. Da última vez tinham crianças na caravana então nós nos convencemos que daria para levar você. 

Eu não sabia exatamente em qual jogo, pois precisa ser nas férias ou feriadão para dar certo. Calhou que Mengão chegou na final do carioca contra o Fluminense mesmo não estando em uma boa fase e a data do jogo era feriadão pra gente por conta do aniversário de Joinville. 

Conversei com todo mundo, o vô e a vó também quiseram ir, então compramos. Alguns dias antes já começamos a ficar ansiosos, organizar as coisas. No dia foi uma correria, mesmo com muito planejamento, nos atrasamos mais de meia hora para sair de casa, mas deu tudo certo, chegamos a tempo. 

Além das roupas e outros itens também levamos livros, atividades e brinquedos para você. Foi mais tranquilo do que imaginamos, você brincou, conversou, ouviu histórias, fez atividades e dormiu muito bem (melhor do que eu, inclusive). Durante a viagem você era a única criança, então, todos gostaram de você.

Ao chegar no Rio conhecemos a gávea, tiramos muitas fotos e compramos um boné e uma bola de presente para você. Depois fomos ao Cristo Redentor que nem você e nem a vovó conheciam, também tiramos algumas fotos bem legais. Em seguida fomos ao local de almoço que é na praia de Copacabana, comemos e até fomos rapidinho brincar de bola na beira da praia.

Quando embarcamos para o jogo você se empolgou e começou a cantar com os outros torcedores. O ônibus era dividido entre torcedores do Fla e do Flu, então ficou um clima de rivalidade.

Chegar no Maraca contigo foi uma emoção e tanto! Nós fizemos muitas fotos e vídeos e, como chegamos bem cedo deu tempo até de você descansar um pouco. Quando o jogo começou nós te acordamos e você torceu, observou, conversou e perguntou muito.

O jogo em si não foi dos melhores, poucas chances de gol para os dois times, então terminou em zero a zero e foi para os penaltis. As cobranças foram do outro lado, infelizmente, mas nossa torcida foi muito bem e não parou de cantar. Nós perdemos um penalti, então o Rossi teve que pegar um para empatar. Depois chegamos nas alternadas, não perdemos mais nenhuma cobrança e o Rossi pegou a última e fomos campeões!

Você é muito pé quente! Primeiro jogo no Maraca e primeiro troféu!

Foi uma experiência espetacular que quero repetir muitas e muitas vezes contigo.

Eu te amo,

Pai.



































terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Carta sobre o Primeiro Jogo do Flamengo

 Cinco de dezembro de dois mil e vinte e três.


Oi filho,

O ano do Mengão foi péssimo. Nós terminamos o ano passado com dois títulos e neste ano perdemos quatro troféus, fomos eliminados na Libertadores e ficaremos no máximo em terceiro lugar no Brasil. Mas, teve uma coisa boa: nós assistimos ao seu primeiro jogo do Mengão no estádio. 

Na verdade, o segundo também, ambos foram em Curitiba. No primeiro fomos só mamãe, você e eu. Foi em Curitiba, contra o Athlético. Começamos vencendo com gol de pênalti do Gabigol, mas acabamos perdendo de 2 x 1. O resultado pouco importou na verdade, pois eu fiquei muito emocionado de estar vendo eles jogarem ao vivo depois de muitos anos e, principalmente, estar lá com você e com a mamãe. 

Nós saímos de casa de manhã, passamos um tempo no Museu Oscar Niemeyer e depois um tempo no parque Tangá e depois fomos para o estádio. Sempre dá um medo de passar perto da torcida deles, pois algumas pessoas são agressivas, mas escondemos as camisetas e deu tudo certo.

O segundo jogo foi contra o Coritiba, no estádio deles. Além de você e da mamãe, foi o vovô Cézar, a vovó Cida, o Dindo, a Dinda e a Maica. Também paramos no parque Tangá, batemos algumas fotos, almoçamos e fomos para o estádio. Também deu medo de passar pela torcida deles e a entrada foi mais caótica, com muita fila. Também passamos um calorão lá, mas o jogo foi mais legal: começamos ganhando, tomamos o empate e nos últimos minutos o Gerson fez o gol da vitória com um chute de fora da área. 

Foi muito legal viver esse momento em família e mais legal ainda é saber que veremos muitos jogos do Mengão juntos. Talvez até uma decisão de título no Maraca? Não custa sonhar né?

Te amo,

Pai.















quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Carta sobre o segundo semestre do mengão

 Trinta e um de agosto de dois mil e vinte e três.

Oi filho,

Quase um ano depois, estou te escrevendo sobre o segundo semestre do mengão no ano passado. O início do ano passado não foi bom. Escolheram um técnico europeu ruim  e perdemos o carioca para o Flu. Mas, no segundo semestre tudo se acertou com a chegada do Dorival.

O time começou a jogar melhor e acabamos vencendo duas taças: a Copa do Brasil derrotando o Corinthians e a Libertadores derrotando o Athlético Paranaense. Você, com apenas um ano já viu o flamengo ser campeão da liberta. Eu demorei 31 anos pra isso. Quem sabe um dia a gente não consegue ver no estádio? Seria um sonho!

Esse ano não vai ser, pois mesmo ganhando os dois títulos, os diretores não renovaram com o Dorival, pegaram outro técnico europeu ruim que perdeu no mundial, supercopa, recopa e carioca. Depois, trocaram de técnico e o time perdeu na Libertadores e não tem jogado bem. Mesmo assim, estamos na final da Copa do Brasil de novo. Eu não creio que vamos ganhar e o mais interessante de tudo é que o outro finalista é o São Paulo, treinado pelo Dorival que eles não quiseram renovar o contrato ano passado. Ou seja: existe uma chance de ele se "vingar" de nós. 

Logo eu te conto o que aconteceu.

Te amo.

Pai. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Carta sobre um dia diferente

Vinte e seis de julho de dois mil e vinte e três


 Oi filho,


Nestes seus dois anos e sete meses muito poucas vezes nós não dormimos juntos, fazendo a rotina de janta, banho e sono. Acho que da pra contar nos dedos os poucos dias em que não estivemos em casa contigo de madrugada, uma ou outra formatura ou festa.

Neste tempo só uma vez eu passei o dia sem te ver, pois quando saí de casa você ainda não tinha acordado e quando cheguei você já estava dormindo. 

Mas, nestas férias de julho o Mengão enfrentou o Grêmio em Porto Alegre e eu resolvi ir de excursão. Quando fui falar com a vovó |Cida pra ficar contigo nas manhãs até a mamãe chegar do trabalho ela perguntou se tinha vaga para o vovô Cézar e tinha! Então fomos juntos.

Foi bem legal, pois ele gosta de explicar todos os detalhes do caminho que ele já pegou dezenas de vezes. Isso até chegar em PoA, pois lá eu já conhecia e expliquei um pouco pra ele. 

Quando chegamos lá passamos em uma festinha do Mengão e depois fomos para a revista e escolta. Essa parte foi interessante. Primeiro nós fomos tratados como criminosos, revistados até com cachorro, depois fomos escoltados como autoridades com todas as ruas sendo paradas para passarmos e um carro de polícia para cada ônibus.

O jogo não poderia ser melhor. Vencemos de dois a zero e poderia ser mais, pois o Gabigol perdeu um pênalti e no final o time ficou só tocando sem querer atacar. A festa da nossa torcida e da deles também foi muito legal. 

Voltamos bem e chegamos em casa as dez horas do dia seguinte ao jogo. Então, essa foi a primeira noite que eu de fato dormi longe de você, em um ônibus, há centenas de quilômetros de distância. Espero que um dia a gente faça essa viagem juntos pra ver o mengão e passear.

Te amo,

Pai.