sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Carta sobre um dia diferente

Vinte e seis de julho de dois mil e vinte e três


 Oi filho,


Nestes seus dois anos e sete meses muito poucas vezes nós não dormimos juntos, fazendo a rotina de janta, banho e sono. Acho que da pra contar nos dedos os poucos dias em que não estivemos em casa contigo de madrugada, uma ou outra formatura ou festa.

Neste tempo só uma vez eu passei o dia sem te ver, pois quando saí de casa você ainda não tinha acordado e quando cheguei você já estava dormindo. 

Mas, nestas férias de julho o Mengão enfrentou o Grêmio em Porto Alegre e eu resolvi ir de excursão. Quando fui falar com a vovó |Cida pra ficar contigo nas manhãs até a mamãe chegar do trabalho ela perguntou se tinha vaga para o vovô Cézar e tinha! Então fomos juntos.

Foi bem legal, pois ele gosta de explicar todos os detalhes do caminho que ele já pegou dezenas de vezes. Isso até chegar em PoA, pois lá eu já conhecia e expliquei um pouco pra ele. 

Quando chegamos lá passamos em uma festinha do Mengão e depois fomos para a revista e escolta. Essa parte foi interessante. Primeiro nós fomos tratados como criminosos, revistados até com cachorro, depois fomos escoltados como autoridades com todas as ruas sendo paradas para passarmos e um carro de polícia para cada ônibus.

O jogo não poderia ser melhor. Vencemos de dois a zero e poderia ser mais, pois o Gabigol perdeu um pênalti e no final o time ficou só tocando sem querer atacar. A festa da nossa torcida e da deles também foi muito legal. 

Voltamos bem e chegamos em casa as dez horas do dia seguinte ao jogo. Então, essa foi a primeira noite que eu de fato dormi longe de você, em um ônibus, há centenas de quilômetros de distância. Espero que um dia a gente faça essa viagem juntos pra ver o mengão e passear.

Te amo,

Pai. 











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