sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Carta sobre o fim da amamentação

Vinte e seis de junho de dois mil e vinte e três.


Entre os dias cinco de janeiro de dois mil e vinte e um e vinte e cinco de junho de dois mil e vinte e três, ou seja, por 901 e um dias ou 128 semanas oudois anos e seis meses você foi amamentado no peito. 

Eu sou testemunha da dedicação, esforço, obstinação, entrega, sacrifício, enfim, o maior amor do mundo que a mamãe te proporcionou. Você não pode imaginar a quantidade de vezes em que ela levantou da cama na madrugada para de amamentar, nem dos mais diferentes momentos e lugares em que você quis e recebeu seu mamá.

Nos primeiros dias você não pegava direito o seio, nós te levamos nas três primeiras semanas na pediatra por conta da perda de peso. Lembro de um sábado pela manhã em que ela chorava e você também porque não conseguia mamar. Nesse dia saí pra tentar ajudar e encontrei o bico artificial (por incrível que pareça, depois de procurar um pouco achei na farmácia mais próxima da nossa casa). Aos poucos fomos conseguindo. Foi um alívio. 

Para ir melhorando as coisas contratamos uma consultora de amamentação que nos ajudou duas vezes até que deu certo e depois de um tempo você largou o bico artificial. E assim se iniciavam todos esses dias, meses e anos em que você teve o privilégio do leite materno. 

Sobre como a amamentação terminou eu prefiro não escrever. Se você tiver curiosidade, um dia pode perguntar pra ela. 

Só posso pensar que somos sortudos, pois quase nenhuma criança mama por tanto tempo e isso lhe ajudou a ser mais forte e inteligente. Nunca podemos nos esquecer: essa conquista, esse mérito é todo da mamãe. Ela te deu tudo o que o corpo dela suportou. 

Te amamos,

Pai e mãe.


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