terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Carta sobre as terapias

Doze de dezembro de dois mil e vinte e três.
Oi filho,

Essa carta é mais sobre mim do que sobre você. No início do ano apresentei o finalizei o doutorado, então, o plano era ampliar a carga-horária nas escolas, me dedicar mais ao trabalho e a vocês. 

Acontece que eu fiz uma escolha ruim de nova escola, as turmas são muito desrespeitosas e tenho me incomodado muito. 

Já fazia um tempo que eu pensava em fazer terapia com psicóloga, para tentar melhorar meus descontroles emocionais, tipo ficar nervoso muito rápido, de forma muito intensa e geralmente por motivos que seriam fáceis de contornar e eu sinto muita culpa, principalmente quando acabo perdendo a paciência com você e com a mamãe, pois vocês não tem culpa de nada. Então, há alguns meses eu finalmente comecei a terapia. Ainda tenho um longo caminho pela frente, mas, foi algo bom, pois tem me ajudado. 

Tenho pensado que cuidar da saúde mental é como cuidar do corpo, já que temos o privilégio do acesso devemos fazer algo antes que o problema apareça.

Esse também foi um ponto positivo desse ano: quando entreguei a tese comecei na academia. O Dindo tem me ajudado com os treinos e chegamos a dezembro sem desistir. Já estou até organizando meus horários das escolas para continuar no ano que vem. 

E a academia, que antes eu não gostava muito, agora é uma espécie de terapia também. Uma forma gastar energia e se concentrar em si mesmo por alguns momentos do dia. A mamãe também começou a fazer atividades físicas regulares e até se reaproximou de antigas amigas da época em que ela frequentava a igreja. 

Então, mesmo com muitos desafios, esses foram pontos positivos desse ano que valem a pena destacar.

Te amo,
Pai. 

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