Onze de abril de dois mil e vinte e um.
Oi filho,
Você sabia que eu gosto de colecionar coisas? Já colecionei cartões de telefone público (você talvez nem verá um desses durante a sua vida), bonecos, álbuns de figurinhas (espero que a gente complete alguns juntos), estou fazendo uma coleção de carrinhos para brincarmos e nos últimos anos sua mãe e eu dizemos que colecionamos praias. Temos a sorte de poder já ter ido em várias das praias mais bonitas do Brasil e do mundo. Um dia iremos juntos em todas elas.
Agora que temos você, eu quero colecionar clichês. Clichê é algo comum, que sempre se repete. Eu quero que os nossos bons momentos sempre se repitam. Momentos de passeios, de brincadeiras, de alegria e de amor.
Por exemplo, é clichê dizer que ver o filho sorrindo é a melhor sensação do mundo, todo mundo que tem filhos diz isso, mas é verdade! Então quero colecionar todos estes clichês. Pensando bem, quero colecionar sorrisos seus, acho até que já estava fazendo isso sem saber.
Neste final de semana consegui filmar você dando uma pequena gargalhada! Foi demais! Hoje teve final da supercopa contra o Palmeiras, foi um jogo duro e o Mengo venceu nos pênaltis (você é sortudo mesmo, hein?), fiz umas fotos suas sorrindo com o manto também. Sua mãe me manda quase todo dia no trabalho uma foto sua, adoro todas, mas os sorrisos são os melhores.
Vou deixar algumas fotos da minha coleção de sorrisos pra você ver. É clichê, mas eu verdadeiramente te amo mais do que tudo no mundo.
Pai.



















































































